Evolução dos empregos formais no ABC 2004 a 2008

Evolução dos empregos formais no ABC 2004 a 2008 Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais). Elaboração própria

Evolução dos empregos formais no ABC 2004 a 2008
Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais).
Elaboração própria

 A década de 90 foi marcada pela estagnação e até pela forte retração do mercado formal de trabalho no Brasil e particularmente no ABC. Neste processo a indústria sofreu mais, parte  pela importante retração da produção, mas principalmente pelas profundas mudanças tecnológicas e organizacionais poupadoras de mão-de-obra; os serviços cresceram no período, em parte absorvendo, via terceirização, tarefas que antes eram consideradas industriais, mas esse crescimento não foi suficiente para compensar as perdas nos demais setores.

O crescimento da economia brasileira voltou nos anos 2000 ainda com algumas oscilações. Nos últimos quatro anos estamos assistindo a uma consolidação em patamares mais elevados desse movimento de crescimento.

No ABC isso está se refletindo principalmente na ampliação do setor de serviços e muito fortemente nos setores indústrias ligados à cadeia automobilística. No último mês de junho a indústria foi responsável por 17% dos novos postos de trabalho criados no Brasil, no ABC as indústrias participaram com 38%.

 Evolução das taxas de desemprego total no Grande ABC Fonte: Fundação SEADE/Dieese – Pesquisa Emprego e Desemprego – PED Elaboração própria


Evolução das taxas de desemprego total no Grande ABC
Fonte: Fundação SEADE/Dieese – Pesquisa Emprego e Desemprego – PED
Elaboração própria

 Esse forte crescimento dos empregos formais na região tem reflexos nas taxas de desemprego. Em 2004 a média para o ABC ficou pouco acima dos 18%, na última medição divulgada pela Fundação SEADE em maio de 2008 esse índice marcava apenas 12%, número ainda elevado, mas longe dos piores momentos da crise econômica quando tínhamos mais de 20% da população economicamente ativa sem trabalho.

 

Diadema

Evolução dos empregos formais em Diadema 2004 a 2008 Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais). Elaboração própria

Evolução dos empregos formais em Diadema 2004 a 2008
Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais).
Elaboração própria

 Diferente da média do ABC onde o setor de serviços é o setor mais importante, em Diadema a indústria continua a liderar. Em 2008 62% dos trabalhadores formalmente registrados trabalhavam em empresas industriais.

 Dos empregos industriais do município destacamos as indústrias de autopeças seguem embaladas pelo boom do comércio de veículos, lembrando que nas autopeças a importância da mão-de-obra no processo produtivo é maior do que nas montadoras muito mais automatizadas, por isso a geração de empregos nas autopeças é maior durante um período de expansão do setor automotivo.

 

Mauá

Evolução dos empregos formais em Mauá 2004 a 2008 Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais). Elaboração própria

Evolução dos empregos formais em Mauá 2004 a 2008
Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais).
Elaboração própria

 Mauá também é um município onde a indústria predomina e assim como em Diadema as autopeças é que geram a maior parte do emprego industrial.


Ribeirão Pires

Evolução dos empregos formais em Ribeirão Pires 2004 a 2008 Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais). Elaboração própria

Evolução dos empregos formais em Ribeirão Pires 2004 a 2008
Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais).
Elaboração própria

 Em Ribeirão Pires os serviços lideram com 44% dos empregos formais, mas a indústria é forte em especial as autopeças e a CBC na produção de munições.


Rio Grande da Serra

Evolução dos empregos formais em Rio Grande da Serra 2004 a 2008 Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais). Elaboração própria

Evolução dos empregos formais em Rio Grande da Serra 2004 a 2008
Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais).
Elaboração própria

 Diferente dos demais município da região vemos uma diminuição sistemática no número de empregos formais entre 2005 e 2008. O resultado deste ano ainda é bastante superior ao de 2004, mas não parece estar havendo uma mudança na tendência.

 Rio Grande da Serra também tem um predomínio do emprego industrial com 49% de todos os postos formais, contudo o crescimento do emprego na indústria foi bastante modesto no período de apenas 7%.


Santo André

Evolução dos empregos formais em Santo André 2004 a 2008 Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais). Elaboração própria

Evolução dos empregos formais em Santo André 2004 a 2008
Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais).
Elaboração própria

 Em Santo André o setor de serviços concentra 53% dos empregos formais no município, mas a indústria é muito importante com quase 46 mil empregados formais.

 No período analisado os empregos industriais cresceram 31% enquanto que os serviços cresceram 25% e o comércio 23%. Da cadeia automotiva o forte de Santo André é a fabricação de pneus, segundo nossas estimativas baseadas na RAIS e no Caged o setor de borracha empregava em junho 7.893 trabalhadores registrados com crescimento de 20% em relação a 2004.

 Nos últimos dois anos o setor que tem apresentado um desempenho bastante acima da média no município é a Construção Civil. De 2004 a junho de 2008 observamos um crescimento de 65% no número de empregos formais deste setor. Vários fatores explicam esse fenômeno, em primeiro lugar a ampliação do acesso ao crédito imobiliário tem causado um boom no comércio de imóveis residenciais em todo o Brasil; em segundo lugar dada a proximidade e facilidade de acesso para a cidade de São Paulo, o município de Santo André tem sido alvo de projetos imobiliários visando atrair não só a população do ABC, mas da capital também; por fim temos também os projetos de ampliação das indústrias da região que tem movimentado o setor de montagens industriais, somente em junho – em função da parada técnica do pólo petroquímico prevista para agosto – foram criados 298 empregos no setor de montagens industriais.

São Bernardo do Campo

Evolução dos empregos formais em São Bernardo do Campo 2004 a 2008 Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais). Elaboração própria

Evolução dos empregos formais em São Bernardo do Campo 2004 a 2008
Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais).
Elaboração própria

 O principal gerador de empregos de São Bernardo é o setor de serviços com 46% do total de empregos formais do município, a indústria vem logo em seguida com 40%.

 É importante destacar que em todas as cidades da região onde o setor de serviços é forte, isso só foi possível pela riqueza produzida pelas indústrias da região. A presença de um parque industrial diversificado, induz a vinda de empresas prestadoras de serviços empresarias e a construção civil voltada à montagens industriais; do mesmo modo a renda distribuída na forma de salários que a indústria paga permite o desenvolvimento de um forte setor de serviços pessoais e de comércio.

A evolução dos empregos em São Bernardo mostra uma indústria crescendo mais lentamente que o comércio e os serviços. Entre 2004 e 2008 a indústria cresceu 11%, enquanto que o comércio e os serviços cresceram 28%.  Em parte isso se deve a forte dependência do emprego industrial do município às montadoras que respondiam por 32% dos empregos industriais do município, essas empresas conseguiram otimizar seus processos produtivos e a gestão de mão de obra durante a crise dos anos 90 e hoje conseguem ampliar sua capacidade produtiva com um aumento relativamente pequeno da sua mão-de-obra, hoje a grande fonte de empregos da cadeia automotiva está nas autopeças e menos nas montadoras.

 Mas como dissemos as montadoras do município tem um efeito indutor em todos os setores da economia.

São Caetano do Sul

Evolução dos empregos formais em São Caetano do Sul 2004 a 2008 Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais). Elaboração própria

Evolução dos empregos formais em São Caetano do Sul 2004 a 2008
Fonte: MTE – RAIS 2004 a 2006 e CAGED 2007 a Junho de 2008 (os dados do CAGED incluem somente os trabalhadores sob regime da CLT, a RAIS inclui todos os trabalhadores formais).
Elaboração própria

 Até 2006 vemos um declínio bastante acentuado dos empregos formais em São Caetano. Isso se deve à drástica redução do setor de serviços que viu seus empregos encolherem em 26% com relação aos níveis de 2004. Os demais setores cresceram num ritmo até que elevado, a indústria cresceu 20% e o comércio 17%.

 São Caetano também é fortemente dependente do complexo automotivo, sendo que a montadora do município responde por 33% do emprego industrial da cidade e as autopeças por 5%. Diferenças entre as montadoras de São Bernardo e de São Caetano explicam a diferença no desempenho das duas cidades na geração de empregos.